CASOS DE SUCESSO NA JOALHARIA CONTEMPORÂNEA PORTUGUESA

Joalharia é uma palavra polissémica. Isto é, tem vários sentidos contemporâneos entre si, entre outros os que nos indicam grandes marcas, joalharia casual ou mesmo bijutaria, tipos vários de design e a designada joalharia contemporânea. Para nos explicarmos, temos sempre que recorrer a um complemento de significação que explique o que pretendemos referir. O marketing e a evolução de mercados segmentados, colaboram em gerar novas atrações e nichos dirigidos a tipos de procuras.

Ana Campos, 2015

[Texto Publicado na Revista da AICEP]

Joalharia é uma palavra polissémica. Isto é, tem vários sentidos contemporâneos entre si, entre outros os que nos indicam grandes marcas, joalharia casual ou mesmo bijutaria, tipos vários de design e a designada joalharia contemporânea. Para nos explicarmos, temos sempre que recorrer a um complemento de significação que explique o que pretendemos referir. O marketing e a evolução de mercados segmentados, colaboram em gerar novas atrações e nichos dirigidos a tipos de procuras.

Através destes dados já vemos que a palavra contemporâneo/a tem dois sentidos. De um lado, indica algo ou alguém que vive em simultâneo connosco. Por esta via, podemos referi-nos à inovação em design, seja por desafio a tradições, seja por adopção de novos processos projetuais e tecnológicos.

Por outro lado, a arte e a joalharia contemporâneas – assim designadas pela História da Arte e pela Filosofia – aparecem a partir do momento em que surgem transfigurações da arte. Estas, até hoje, vão-se tornando esperadas e, em grande parte, definem o que é arte: uma continua ruptura de tradições da própria arte, como dizia Walter Benjamin. A joalharia contemporânea tem natureza é artística e sentidos poiéticos (ou criativos), assim como símbolos criados e incorporados. Transfigura meios e materiais em conteúdos que comunicam connosco de modos inesperados. Não é fácil compreendê-la sem ter em conta as identificações e as intenções de cada joalheiro. Embora o design cada dia mais se entrelace com a arte, não aposta em criar sentidos de difícil leitura. Esses sentidos serão atribuídos pelos receptores, a partir de memórias ou de dádivas. Esta tese poderá constituir-se como um modo de distinguir arte e design em joalharia.

As novas formações, sobretudo as do ensino superior até ao MFA – Master of Fine Arts – com disciplinas teóricas, projetuais e tecnológicas, abrem novos caminhos. Incrementam a maturação reflexiva do futuro autor e progressões relativas à dispersão da joalharia portuguesa pelo mundo, nomeadamente por via de estratégias de marketing. Os três casos que apresentarei evidenciam a necessidade de formações avanças, como também de estágios e empenho inventivo a vários níveis entrelaçados. Salientam escolhas de caminhos pessoais. Dirigem-se a diferentes públicos e mercados.

Liliana Guerreiro e Áurea Praga – esta última apenas nas imagens que apresento – situam-se em diferentes campos do design. A primeira vai tecendo morfologias projetuais em filigrana, uma técnica ancestral e manual. Dá ampla resposta a mercados internacionais em colaboração com os irmãos Rodrigues da Silva, dois ourives de Travassos, Póvoa de Lanhoso. Aposta num design social.

Áurea Praga, na imagem apresentada apostou em projetos digitais. Contou com uma parceria entre a ESAD de Matosinhos e o Projecto Gradouro, Universidade do Minho. Recorreu a um gradiente de cor em ligas de ouro, bem como a um tratamento superficial colorido. Utilizando meios digitais, consegue formas e conjugações que dificilmente seriam executadas manualmente. Há uma aposta no projecto que reduz meios tecnológicos e ecoómicos.

Carla Castiajo aposta no campo de arte. Tem, igualmente, implantação internacional, neste caso em galerias de joalharia. Há muito que trabalha com cabelo, uma matéria resistente ao tempo, já usada sobretudo na fase Vitoriana. Sabe que o cabelo é uma matéria cultural simbólica. Remete-nos para pudor, limpeza, repugnância, afecto, erotismo e tantas outras normas. Transfigura esses símbolos culturais em símbolos poiético-artísticos, desafiando-nos a ingressar em experiências estéticas em que interpretaremos complexas e inesperadas conexões de sentidos.

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Caro Vitor Quelhas

 

Aqui envio o meu texto, imagens e legendas.

Faço-o com gosto, já que sou uma constante impulsionadora da joalharia purtuguesaa.

Não me é possível reduzir os caracteres tanto como me pediu, senão não direi quase nada.

Penso que a joalharia portuguesa, em todo o seu diverso potencial, poderá interessar muito à AICEP. Disso também necessita, já que o esforço tem sido sempre dos próprios autores.

Cito 3, mas há muitos mais. Constituem um mundo em plena expansão nacional e internacional.

Peço que me diga se recebeu estes files em ZIP e que me envie a revista para a morada abaixo indicada.

 

Até breve, Ana Campos

 

Ana Campos

<camposana@netcabo.pt>

Rua Álvaro Gomes 80 R/C D.

4150-063 Porto Portugal

  1. +351 226180292
  2. +351 933111632

 

 

 

 

 

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